Carta Aberta: Esse não é o vape que você está pensando
Não é novidade que, no Brasil, a venda e o comércio de vaporizadores são proibidos.
E, à primeira vista, essa proibição pode até fazer sentido. Afinal, quando você ouve a palavra vape, o que vem à sua cabeça?
Provavelmente aquele vaporizador colorido, com sabor adocicado, que adolescentes estavam usando na porta da escola.
E é claro que ninguém quer ver adolescentes consumindo tabaco, muito menos se viciando em dispositivos com gostinhos feitos para um paladar infantil. Essa é uma preocupação legítima, e ela precisa mesmo ser levada a sério.
Mas o vape que viemos falar aqui não é esse.
Vem com a gente entender por que colocar no mesmo balaio os dispositivos de nicotina e os vaporizadores de flores e concentrados é um erro que tem custado caro — para a saúde pública, para os pacientes e para a liberdade de escolha de milhões de adultos.
Enquanto os chamados vapes descartáveis funcionam à base de líquidos com nicotina e aditivos, os vaporizadores de flores e concentrados operam de forma completamente diferente: eles não queimam. Aquecem o material de forma controlada, sem combustão, liberando compostos ativos sem produzir fumaça, cinzas ou toxinas.
Essa é a diferença entre queimar e vaporizar — e ela muda tudo.
O problema é que, no Brasil, a legislação não diferencia tecnologias nem intenções. Proíbe tudo o que é eletrônico e serve para fumar, sem considerar que existem dispositivos criados justamente para reduzir danos.
O resultado? Um mercado paralelo dominado por produtos falsificados, sem controle de qualidade, com metais pesados e baterias instáveis — enquanto equipamentos seguros e auditáveis seguem barrados na fronteira.
A vaporização é uma tecnologia de autocuidado reconhecida no mundo todo. Em países onde há regulamentação, ela é uma das principais formas de redução de danos, tanto para o uso terapêutico quanto para o uso adulto responsável.
É um recurso que protege o corpo, melhora a experiência, e devolve autonomia a quem escolhe o que consome e como consome.
É por isso que estamos aqui — para abrir o debate sobre a regulamentação dos vaporizadores no Brasil.
Porque proibir não é proteger. É empurrar o consumo para o risco.
E porque respirar liberdade, com segurança e consciência, é um direito que precisa ser respeitado.
A Puffco é uma das empresas que acredita nessa mudança. Seus dispositivos não contêm nicotina, não são feitos para líquidos, e sim para concentrados. São equipamentos certificados, usados no mundo inteiro para permitir um consumo seguro e consciente.
Durante a ExpoCannabis Brasil, nosso estande estará vazio.
Vazio porque a lei não permite mostrar o que representa avanço.
Vazio porque ainda precisamos preencher o silêncio da proibição com diálogo, educação e ciência.
Convidamos você a embarcar nessa conversa, a se informar e a apoiar a regulamentação responsável dos vaporizadores no Brasil.
Porque o futuro da redução de danos depende disso.
E porque, no fim das contas, esse não é o vape que você está pensando.
Open Letter: This Isn’t the Vape You’re Thinking Of
It’s no secret that in Brazil, the sale and trade of vaporizers are prohibited.
And at first glance, that might even make sense. After all, when you hear the word vape, what’s the first image that comes to mind?
Probably those colorful, candy-flavored devices that teenagers were using outside of schools.
And of course, no one wants to see teenagers consuming tobacco — let alone getting addicted to sweet-flavored products designed to appeal to a young palate. That concern is legitimate, and it deserves to be taken seriously.
But the vape we’re talking about here is not that one.
Come along with us as we explain why putting nicotine vapes and cannabis vaporizers in the same box is a mistake — one that comes at a cost for public health, for patients, and for the freedom of choice of millions of adults.
While disposable vapes operate with nicotine liquids and flavor additives, flower and concentrate vaporizers work in a completely different way: they don’t burn. They heat material at controlled temperatures, releasing active compounds without combustion — meaning no smoke, no ash, no toxins.
That’s the difference between burning and vaporizing — and it changes everything.
The problem is that Brazil’s regulation doesn’t distinguish between technologies or intentions.
It bans everything electronic that can be used to inhale, ignoring the fact that some devices are built precisely to reduce harm.
The result? A black market flooded with counterfeit, unsafe products — often with heavy metals and unstable batteries — while safe and certified devices remain blocked at the border.
Vaporization is recognized worldwide as a tool for self-care and harm reduction. In countries with regulation, it’s one of the main ways people consume plants responsibly — whether for therapeutic or adult use.
It’s a technology that protects the body, improves the experience, and gives people back their autonomy to choose what and how they consume.
That’s why we’re here — to open up the conversation around vaporizer regulation in Brazil.
Because banning doesn’t mean protecting. It means pushing people toward risk.
And because breathing freely, safely, and consciously is a right that should belong to everyone.
Puffco is one of the brands that believes in that change.
Their devices don’t contain nicotine. They’re not made for liquids. They’re designed for concentrates — certified, high-quality tools used all around the world to promote safe, intentional consumption.
At ExpoCannabis Brasil, our booth will stand empty.
Empty because the law doesn’t allow us to display what represents progress.
Empty because silence still speaks louder than science.
But that emptiness is also an invitation — to fill the void with dialogue, education, and collective movement.
We invite you to be part of this conversation, to learn, and to support the responsible regulation of vaporizers in Brazil.
Because the future of harm reduction depends on it.
And because, at the end of the day, this isn’t the vape you’re thinking of.